60% da população está afetada por este problema de que ninguém fala

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Há uma verdadeira pandemia silenciosa entre nós que permanece oculta à vista de todos. Parece um daqueles tabus de que ninguém quer falar, porque na realidade afeta a grande maioria de nós, mas insistimos em esconder, porque pensamos que só nos afeta individualmente.

Esta epidemia oculta e afeta as estruturas neurológicas e psicológicas e pode constituir uma verdadeira ameaça à qualidade de vida individual e social a todos os níveis.

Infelizmente, não existem estudos transversais que permitam aferir da realidade portuguesa, mas os dados encontrados pela investigação abrangente em várias sociedades ocidentais não deixam margem para dúvidas. Em média, 60% da população sofreu de pelo menos uma experiência adversa da infância, sendo que cerca de um sexto da população sofreu 4 ou mais, o que constituem casos graves.

Somos socialmente educados a “esquecer” ou a \”deixar para lá”, como se se pudesse virar a página, sem que nada tivesse acontecido. Só que não. Não podemos! O estresse durante a fase de desenvolvimento deixa marcas que permanecerão para toda a vida. A ignorância sobre este assunto condena-nos a uma vida mais vulnerável. A verdade é que Crianças que foram ignoradas, abandonadas, abusadas, negligenciadas física ou emocionalmente, que convivem com a pobreza, com a doença mental ou com a violência estão praticamente condenadas a uma vida de sofrimento.

 

E, em média, morrerão 20 anos mais cedo!

 

Serão provavelmente adultos inseguros, doentes, sem estrutura, sem referências. Terão um comportamento errante. Serão julgados, abandonados, humilhados durante todas as suas vidas. Causarão as mesmas experiências aos seus filhos e o ciclo continuará perpetuamente. Infelizmente, este tema não afeta apenas “os outros”. É sobre cada um de nós.

Já chega, não é? Basta de alimentar esta farsa de que “está tudo bem” quando nos sentimos obrigados a fugir da nossa própria história e de nós mesmos. A adversidade durante a infância não precisa de ser sinónimo de vulnerabilidade ou de insegurança. Em verdade, pode ser uma grande fonte de resiliência!

 

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