Associação

1º Aniversário da Missão Pertinente

Foi há precisamente um ano que nasceu a Missão Pertinente.
Nascemos com o propósito de prevenir, resgatar, e requalificar as vítimas das Experiências Adversas na Infância, longe de adivinhar que a própria Associação iria encontrar as adversidades com que se deparou no seu primeiro ano de vida. 
E por isso, estamos de parabéns outra vez! Estamos de parabéns duplamente porque vivemos na pele a máxima, a que nos propusemos“da adversidade à resiliência.”
Portanto, ao fim do primeiro ano, estamos mais fortes do que inicialmente poderíamos pensar, porque, na verdade, é na adversidade que se forja o carácter.
Isto significa que há uma esperança para aqueles que passam ou passaram por Experiências Adversas na Infância; essa adversidade pode, realmente, ser transformada em resiliência.
De acordo com o que tínhamos estabelecido inicialmente, o primeiro ano de atividade foi de preparação: sabemos, desde o início, que a Missão a que nos propomos não é uma tarefa fácil, e por isso foi importante dotarmos a Missão Pertinente de meios para fazer vingar o projeto; alicerces sólidos que nos permitam encarar com eficácia e segurança as realidades atuais e futuras.
No momento de advento da Inteligência Artificial e da (aparentemente) crescente imaturidade emocional, fazia sentido dotar a Missão Pertinente de meios tecnológicos avançados que permitissem estar próximo de todas as Pessoas, porque uma Associação é, sobretudo, constituída por Pessoas.
A plataforma tecnológica que criámos, está preparada para automatizar processos, para criar uma rede social interna para partilha de experiências e desenvolvimento de parcerias,  
para disponibilizar uma Academia de Formação para profissionais e membros da comunidade, para criar um repositório científico que possibilite facilitar futuras investigações na área, para disponibilizar um espaço de colaboração em grupos de apoio e, futuramente, uma série de serviços clínicos especializados, 100% online.
O processo de reconhecimento como IPSS está em curso, e o Congresso, agendado para novembro, conta com a confirmação dos melhores especialistas portugueses nesta matéria.
Com isto, estamos preparados para o futuro!
E o futuro, é todo teu! Será muito mais brilhante com a tua participação.
Esta causa afeta-nos a todos, e portanto, está na hora de todos nos unirmos em torno da construção de soluções que permitam viabilizar uma sociedade mais justa, mais equilibrada, e em que todos tenhamos espaço para sermos nós próprios!
Há muitas coisas para fazer, há muitas formas de colaborar, mas aquilo a que não te deves permitir é fingir que o tema não te afeta, e a esperar que outros o resolvam.
Se não conheces o nosso projeto convidamos-te a ver o nosso vídeo de apresentação, a visitar a nossa páginaa conhecer a possibilidade de colaboração entre profissionais, as oportunidades de voluntariadoinscreveres-te como sócioe/ou a fazeres um donativo, que nos permita criar condições financeiras para viabilizar o projeto, a seres parceiro  ou patrocinador.
O futuro da Missão Pertinente é teu. Por favor não ignores este chamamento.
Por ti. Pelos teus. Por nós. Por todos.

 

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Orçamento 2023

Previsão de Gastos

Conta Descrição Valor 
62 Fornecimentos e serviços externos 30 020 €
62211 Design Gráfico 2 500 €
62212 Assessoria de Comunicação 3 000 €
62213 Videorreportagem e transmissão do Congresso 950 €
62213 Serviços Bancários 200 €
622211 Meta – Facebook + Instagram 5 000 €
622212 Youtube 2 000 €
622212 Adwords 500 €
62251 Comissões de cobranças online 250 €
62261 Beneficiação da Sede Social 2 500 €
62241 Serviços Jurídicos (advogados e/ou solicitadores) 1 500 €
62242 Serviços de Contabilidade 2 500 €
6233 Material de escritório 500 €
6241 Eletricidade 1 000 €
6243 Água 400 €
6251 Deslocações e estadas 1 000 €
62611 Renda Nova Sede Social 6 000 €
62621 Telecomunicações 400 €
62622 Correio e envio 300 €
62631 Seguro de Instalações 100 €
62631 Seguro de Responsabilidade civil – eventos 150 €
6266 Despesas de representação 1 000 €
6267 Limpeza, higiene e conforto 150 €
626811 Auditório para congresso 370 €
626819 Outros espaços para eventos diversos 750 €
62681 Anuidades de aplicações informáticas em regime de “Software as Service” 1 000 €
63 Gastos com o pessoal 13 050 €
6321 Remunerações certas do pessoal 10 000 €
6352 Encargos s/ remunerações do pessoal 2 200 €
6362 Seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais – pessoal 100 €
6382 Formação do pessoal 750 €
64 Gastos de depreciação e amortização 2 750 €
642 Ativos fixos tangíveis 1 250 €
643 Ativos intangíveis 1 500 €
68 Outros gastos e perdas 1 300 €
6811 Impostos diretos 100 €
6813 Taxas 200 €
6883 Quotizações 1 000 €
Total dos gastos e perdas previsionais 2023 51 120 €

Previsão de Rendimentos

Conta Descrição Valor 
72 Serviços prestados 29 000 €
7211 Quotizações de sócios 5000 €
7221 Co-pagamento de serviços prestados 2500 €
7222 Atividades formativas 3000 €
7223 Eventos organizados – inscrição de participantes ou ingressos 7500 €
7251 Comissões por recomendação de serviços de terceiros 1500 €
7251 Patrocínios de atividades e eventos 2000 €
74 Trabalhos para a própria entidade 7 500 €
7421 Website, plataforma de gestão, e-learning e colaboração 7500 €
75 Subsídios, doações e legados à exploração 37 500 €
75121 IEFP 7500 €
7531 Donativos de particulares 10 000 €
7532 Donativos de empresas 20 000 €
Total dos rendimentos e ganhos previsionais 2023 66 500 €

 

Previsão de Resultado Líquido do Período

Com base orçamento previsional, o resultado líquido previsto para o ano de 2023 é de 15 380€

 

Plano de Investimentos

42 Investimentos 12 500 €
435 Equipamento administrativo 5 000 €
443 Website, plataforma de gestão, e-learning e colaboração (*) 7 500 €

(*) a desenvolver por equipa de voluntários da própria Associação. Considerado na conta 7421

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Plano de Ação 2023

O primeiro ano da missão

A Missão Pertinente foi fundada em 2022, mas o ano de 2023 é verdadeiramente o ano do arranque da nossa atividade. A missão que temos para desempenhar é imensa e, por isso, requer alicerces sólidos e consistentes.

O Plano de Ação 2023 assume portanto como prioridades estratégicas a criação dos recursos base em diferentes áreas.

 

Organização Interna

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Instalações

(preferencialmente públicas e/ou sem custos)

Garantir espaço para a atividade associativa e para o centro comunitário Manuela Cardoso 30-04 envio de email

telefonema de follow up 

reuniões

Custo das Instalações em € 0€
Preparar as instalações (projeto, obras, equipamentos) Garantir condições para as instalações de acordo com a regulamentação em vigor e com vista aos serviços que pretendemos disponibilizar Manuela Cardoso 30-08 dependente das condições iniciais e dos requisitos que venham a ser definidos satisfação média  dos utilizadores de 0-5 4

 

Website e plataforma

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Sistema de gestão de inscrições de sócios Automatização de processo de inscrição e cobrança de quotas Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 31-01 Instalação e configuração de plugins executado / não executado executado
Sistema de gestão de donativos Automatização da recolha de donativos (fixos ou recorrentes); emissão e envio de recibos Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 31-01 Instalação e configuração de plugins executado / não executado executado
Instalação e configuração de sistema de fóruns Criação de plataforma de colaboração Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 31-01 Instalação e configuração de plugins executado / não executado executado
Conteúdo genérico Informação ao público em geral Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 31-01 Resumo do material já existente e das pesquisas já efetuadas nº de artigos 15
Criação de áreas reservadas Apresentar conteúdo consoante o perfil do visitante Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 31-01 Instalação e configuração de plugins executado / não executado executado
Configuração de sistema de CRM Registo de contactos e interacções Jorge Barbosa e Manuela Cardoso 31-01 Segmentação de contactos e criação de workflows satisfação média  dos utilizadores de 0-5 4
Criação de áreas internas dos fóruns. Estimular a interação Susana Marinho e Jorge Barbosa 28-02 Levantamento e colocação de questões iniciais para diferentes grupos nº de questões por grupo 3
Conteúdo Científico Informação especializada Susana Marinho com voluntários 28-02 Levantamento das pesquisas já publicadas em PT, EN e ES nº de entradas 100
Sistema de gestão de eventos Automatizar o processo de inscrição em eventos (incluindo cobrança e emissão de recibos) Jorge Barbosa e Daniel Oliveira 28-02 Instalação e configuração de plugins executado / não executado executado

Comunicação

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Campanha de Sensibilização Criar consciencialização e angariar sócios e donativos particulares Emanuel Almeida 31-01
a repetir a cada 2 meses
Vídeo promovido nas redes sociais ROI

nº de sócios
valor anual de quotas

+200%

500

12.500€

Campanha de Crowdfunding Congresso Angariar apoio de particulares para o congresso Fátima Ferreira 28-02 Plataforma de Donativos € angariados 5000€
Campanha de Crowdfunding Instalações Angariar apoio de particulares para as Fátima Ferreira 30-07 Plataforma de Donativos € angariados 10000€
Webinário mensal Divulgar a associação e sensibilizar para EAI Emanuel Almeida c/ convidados mensalmente Live YouTube nº de participantes

 

nº de visualizações

50

500

Contactos com a imprensa divulgação das EAI e da Associação Emanuel Almeida c/ consultoria mensalmente

 

Envio de Press Release nº de publicações em OCS 50
durante o ano
Gestão de Redes Sociais Publicação de conteúdos e interação com os seguidores Inês Leal semanalmente Publicação de conteúdos e interação com os seguidores nº de seguidores por canal crescimento mensal de nº seguidores por canal

 

Relações externas e parcerias

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Enviar apresentação a potenciais parceiros Instituições de ensino superior, sociedades científicas, investigadores nas áreas da saúde, educação e ciências sociais Criação de parcerias estratégicas para a área da Investigação Celeste Roseiro c/ voluntários 31-01 envio de email % respostas 3%
Enviar apresentação a potenciais parceiros Instituições públicas (ministérios, secretarias de estado e outras entidades públicas e/ou governamentais) Apresentação da Associação. Solicitação de reunião para apresentação pessoal e estabelecimento de de parcerias estratégicas Celeste Roseiro c/ voluntários 31-01 envio de email % respostas 3%
Enviar apresentação a potenciais parceiros Órgãos municipais (câmaras, juntas de freguesia, Rede Social)

 

 

Marcar reuniões de apresentação aos Órgãos autárquicos (CMP, Junta de Freguesia) e entidades participantes na Rede Social

 

 

Celeste Roseiro c/ voluntários 31-01 envio de email

telefonema de follow up

nº de reuniões 15
Enviar apresentação a potenciais parceiros IPSS´s, Fundações e Associações da sociedade civil, Sindicatos (áreas da saúde, educação e ciências sociais), Ordens profissionais (Médicos, Psicólogos, etc)

Escolas públicas e privadas, de todos os graus de ensino, Centros de saúde, Hospitais com serviço de pedo-psiquiatria, clínicas privadas)

Criação de parcerias estratégicas. Convite para a participação nos fóruns

 

 

Celeste Roseiro c/ voluntários 31-01 envio de email
 
% de cliques

 

 

 

nº de inscritos no site

5%

 

 

 

 

2%

Criação de base de dados de contactos de potenciais financiadores privados Criar bases de dados para possibilitar encetar contactos de apresentação e estabelecimento de parcerias Celeste Roseiro e Fátima Ferreira c/ voluntários 28-02 recolha manual em várias listagens nº de contactos 3.000
Criação de base de dados de contactos de potenciais parceiros nos PALOP e envio de email de apresentação Apresentação da Associação. Solicitação de reunião para apresentação pessoal e estabelecimento de de parcerias estratégicas Celeste Roseiro c/ voluntários 31-12 envio de email

telefonema de follow up 

reuniões

 

Nº de parcerias formadas 10
Newsletter mensal divulgação de notícias e eventos Celeste Roseiro c/ voluntários mensalmente

 

envio de newsletter % de cliques 5%

 

Direção administrativa e financeira

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Criação de base de dados de instituições Criar bases de dados para possibilitar encetar contactos Fátima Ferreira c/ voluntários 31-01 recolha manual em várias listagens nº de contactos 15.000
Fazer formação para apresentação de candidaturas Estar preparado para os concursos porque os prazos de candidatura são normalmente muito curtos Emanuel Almeida, Manuela Cardoso e Fátima Ferreira 30-05 formação ou consultoria externa executado / não executado executado
Garantir requisitos prévios para contratos de cooperação c/ Segurança Social Estar preparado para os concursos porque os prazos de candidatura são normalmente muito curtos Manuela Cardoso e Fátima Ferreira 30-06 levantamento dos concursos possíveis, datas e requisitos habituais. executado / não executado executado
Contactos com financiadores potenciais Contactar potenciais parceiros para angariação de apoios para as diferentes atividades Fátima Ferreira c/ voluntários permanente

 

envio de email

telefonema de follow up 

reuniões

Volume de apoios angariados em € 50.000€

Investigação, Inovação e Desenvolvimento

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Constituição e supervisão de Comissão Organizadora do Congresso Equipa da organização do I Congresso Internacional das experiências adversas na infância Manuela Cardoso e Fátima Flores 30-01 definido pela COC Número de participantes presenciais e online 90 presenciais

+

200 online

Constituição de Comissão de Ética Grupo de especialistas que vão assegurar a observação de todos os princípios éticos Manuela Cardoso e Susana Marinho 31-03 contactos pessoais executado / não executado executado
Constituição e alargamento de equipa de investigação Reunir investigadores Manuela Cardoso e Susana Marinho 30-04 contactos pessoais nº de investigadores 10
(até ao final do ano)
Revisão Sistemática da literatura existente sobre EAI Identificar e sistematizar conhecimento já produzido em diferentes contextos Susana Marinho com Voluntários 30-05 revisão de literatura executado / não executado executado
Identificação das necessidades de investigação em Portugal Distribuição dos projetos de investigação por diferentes equipas Susana Marinho 30-05 brainstorming executado / não executado executado
I Congresso Internacional das experiências adversas na infância Dia da apresentação formal da associação a toda a comunidade COC 1 e 2 de junho a definir pela COC Número de participantes presenciais e online 90 presenciais

+

200 online

 

Respostas Sociais

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Constituir gabinete de apoio e aconselhamento jurídico Prestar serviços de atendimento aos sócios e interessados Manuela Cardoso e Celeste Roseiro 30-09 com serviços próprios, com recurso a voluntários ou por subcontratação executado / não executado executado
Gabinete de coaching e mentoria Prestar serviços de atendimento aos sócios e interessados Emanuel Almeida 30-09 com serviços próprios, com recurso a voluntários ou por subcontratação executado / não executado executado
Constituir gabinete de apoio psicossocial Prestar serviços de atendimento aos sócios e interessados Novo Dir. Técnico 31-10 a definir executado / não executado executado
Elaborar candidaturas a respostas sociais ISS alargar a oferta de respostas sociais Novo Dir. Técnico ? trabalho colaborativo executado / não executado executado

Formação

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Parentalidade Positiva promover a parentalidade positiva Susana Marinho 30-09 workshop presencial e online nº de participantes 20
Mindfulness para Crianças promover o mindfulness para crianças Susana Marinho 30-10 workshop presencial e online nº de participantes 20
Escrita Terapêutica Libertar traumas através da escrita Margarida Nery 30-11 workshop presencial e online nº de participantes 20
Mudar de vida com coaching promover a utilização do coaching Jorge Monteiro 31-12 workshop presencial e online nº de participantes 20

 

Financiamento

Objetivo Justificação Responsável Prazo Método Métrica Resultado Chave
Averiguar possibilidade de Contratação de Especialistas em Fundraising Multiplicar possibilidades de sucesso das nossas campanhas junto de filantropos Direção 28-02 Reuniões com potenciais candidatos executado / não executado executado
Campanha de Crowdfunding para o lançamento da Associação Criar fundo de maneio para as atividades iniciais Direção 31-03 – Campanha nas Redes Sociais

– envio de email a todos os contactos (incluindo sócios)

– Plataforma PPL

valor em € dos donativos 3.000€
Campanha de Crowdfunding “uma casa para a Missão” Financiar o arrendamento de espaço e despesas de instalação iniciais Direção 30-03 – Campanha nas Redes Sociais

– envio de email a todos os contactos
(incluindo sócios)

– Plataforma PPL

valor em € dos donativos 5.000€
Campanha de Crowdfunding “Fundo Social” Criar Fundo Social para respostas de emergência Direção 31-12 – Campanha nas Redes Sociais

– envio de email a todos os contactos
(incluindo sócios)

– Plataforma PPL

valor em € dos donativos 10.000€
Campanha de angariação de sócios aumentar número de sócios Direção 31-12 – campanha redes sociais
– convite em todas as atividades e comunicações promovidas pela Associação
nº de novos sócios/ano 300
Campanha de donativos particulares destinados ao financiamento das atividades gerais e continuadas criar rede de doadores particulares recorrentes Direção 31-12 – campanhas nas  redes sociais
– envio de email a todos os contactos (incluindo sócios)
– apelo em todas as atividades e comunicações promovidas pela Associação
– recolha de donativos através do website
valor em € dos donativos recebidos no ano

% de donativos respeitantes a operações recorrentes

10.000€

 

 

50%

Campanha de donativos de empresas destinados ao financiamento das atividades gerais e continuadas criar rede de empresas patrocinadoras Emanuel Almeida 31-12 – criação de dossier do patrocinador e envio por email a contactos potenciais
– contactos pessoais e telefónicos
– campanhas nas  redes sociais
valor em € dos donativos recebidos no ano

% de donativos respeitantes a operações recorrentes

20.000€

 

 

50%

 

 

 

 

 

Plano de Ação 2023 Consulte Mais informação "

O Plano Operacional da Missão Pertinente

Estamos conscientes de que os objetivos mais amplos da Missão Pertinente estão muito distante; talvez não sejam sequer alcançados durante o tempo de vida dos fundadores.

Isto porque para se alcançarem efetivamente os objetivos a que nos propomos serão necessárias transformações profundas, que habitualmente não se conseguem alcançar no espaço de uma ou duas gerações.

Contudo, há muito para fazer. Quanto mais cedo começarmos e mais efetivos formos, mais rapidamente serão alcançados os objetivos.

Na conceção do plano operacional estabelecemos uma visão abrangente e plurianual para implantação da associação e dos seus serviços. Esta abrangência permite uma explanação abrangente dos objetivos em diferentes áreas e inspira a construção dos planos anuais.

A atividade da associação distribuir-se-á em diferentes eixos:

  • Investigação, Inovação e Desenvolvimento
  • Comunidade
  • Educação
  • Serviços de Saúde
  • Serviços Sociais
  • Justiça

Investigação, Inovação e Desenvolvimento

O Eixo de Investigação, Inovação e Desenvolvimento da Associação Missão Pertinente atua como elemento de suporte e consultoria, focando-se na produção e divulgação de conhecimento sobre a realidade das Experiências Adversas na Infância (EAI) em Portugal e o seu impacto na saúde, bem-estar e qualidade de vida da população adulta.

Pretende-se deste modo contribuir para o desenho e o desenvolvimento de modelos de intervenção mais eficazes no domínio da infância, juventude e vida adulta de indivíduos em situação de vulnerabilidade no contexto das EAI.

Os objetivos deste eixo assentam em três vetores: CONHECER, PREVENIR, PROMOVER

1 Conhecer a situação de crianças expostas a EAI na realidade portuguesa, com a recolha e organização sistemática da informação relevante disponível, através da integração de um conjunto de dados de caráter qualitativo e quantitativo em áreas direta ou indiretamente relacionadas.

2 Prevenir situações de risco através do desenvolvimento, implementação e estudo de eficácia de modelos de identificação de indicadores de fatores de risco na infância e de vulnerabilidade parental.

3 Promover a inovação ao nível de estratégias de prevenção e de intervenção no desenvolvimento de modelos de gestão articulada entre diferentes instituições e respostas sociais que possam ampliar os resultados.

A operacionalização destes objetivos iniciar-se-á com a criação de um grupo de trabalho, orientado e coordenado pela Prof. Dra. Susana Marinho, e a instituição de uma plataforma de colaboração científica, para a qual serão convidados a participar investigadores de diversas instituições de ensino superior, laboratórios científicos nacionais e internacionais, sociedades científicas, ordens e associações profissionais.

O desenvolvimento da atividade científica poderá assumir diferentes formas, desde projetos de investigação de âmbito académico (mestrado, doutoramento) ou projetos de investigação mais robustos. São desde já identificados temas de particular interesse, nomeadamente, a epidemiologia (com o levantamento e a monitorização de dados sobre a realidade portuguesa), as relações entre EAI e outros fenómenos sociais, estratégias de prevenção, formas de diagnóstico, modalidades de acompanhamento, recursos e abordagens terapêuticas.

Numa primeira fase, pretende-se implementar um projeto de revisão sistemática da literatura de estudos empíricos, nacionais e internacionais, sobre as EAI e modelos de intervenção empiricamente validados, que pretende contribuir para a inovação e desenvolvimento de boas práticas.

Numa perspetiva colaborativa, pretende-se igualmente envolver outras IPSS e os seus técnicos, no desenvolvimento de novas abordagens de gestão integrada das respostas sociais, que possam resultar numa otimização significativa dos recursos.

Espera-se que este trabalho possa resultar, a curto prazo, no desenvolvimento de guias práticos e de formação especializada nas áreas da parentalidade, saúde (medicina, psicologia, etc), educação, intervenção social, etc.

 

Comunidade

A intervenção e participação direta na comunidade assume a maior fatia do nosso projeto.

O objetivo principal do eixo estratégico da comunidade é estimular o envolvimento de diferentes atores sociais, desde entidades e serviços públicos, as Redes Sociais, os centros comunitários, as dioceses, as paróquias, as IPSS, as escolas, as associações da sociedade civil, as famílias e outros grupos, formais ou informais, promovendo uma cultura positiva de afeto, entreajuda e de antiviolência percutora de uma sociedade livre de EAI.

Um segundo objetivo, não menos importante, é a criação de respostas sociais comunitárias que possam responder com celeridade e eficácia às necessidades das crianças jovens e família em situação de risco, bem como garantir o acompanhamento e requalificação de adultos que foram vítimas das EAI e que agora lutam com as suas consequências ao nível da saúde física, emocional e ao nível do comportamento.

Estamos conscientes do momento particular que as economias mundiais atravessam. Os fortes impactos na população portuguesa já se começaram a sentir a diferentes níveis, mas estamos convictos de que se agravarão nos próximos anos, com consequências imprevisíveis também no domínio das experiências adversas na infância.

Os fatores de risco pessoal, familiar e comunitários serão agravados, o que exigirá a todos uma grande agilidade e concertação de esforços para a mitigação dos seus efeitos.

 

Comunicação

Deste modo, torna-se urgente criar uma grande campanha de sensibilização social para as EAI e para as suas consequências imediatas e de longo prazo, bem como esclarecer para os fatores de risco, fatores de proteção e possibilidades de encaminhamento dos casos detectados e identificados. Também se pretende promover a disseminação do conhecimento científico, em linguagem acessível, e das boas práticas identificadas nas diferentes áreas.

Esta campanha, da responsabilidade do nosso gabinete de comunicação, marcará forte presença junto da comunicação social e da nossa rede de parceiros, mas é no mundo digital que deverá centrar a maioria dos seus recursos.

Apostamos fortemente nas redes sociais, mas utilizaremos sobretudo o website como elemento agregador de toda a comunicação.

Nele será publicado conteúdo educacional e científico, serão distribuídos guias práticos e outros recursos para diferentes agentes (país, familiares e amigos, educadores, professores, médicos (de medicina geral e familiar, pediatras, pedopsiquiatras, psiquiatras), psicólogos, assistentes sociais e outras classes profissionais que possam vir a ser identificadas.

Também no site será criada, através de fóruns, uma plataforma de cooperação interpessoal, interprofissional e interinstitucional para partilha de conhecimento, experiências e para proporcionar a reflexão, potenciando a identificação e divulgação das melhores práticas relacionadas com as experiências adversas na infância.

Ainda na área da comunicação, criaremos uma newsletter periódica que possa divulgar as nossas atividades e iniciativas, os avanços científicos, as boas práticas e histórias de sucesso.

 

Eventos

Utilizaremos as ferramentas digitais para promover e realizar palestras, webinários e podcasts convidando especialistas em diferentes matérias.

Presencialmente organizaremos colóquios e jornadas orientadas a conjuntos de profissionais específicos, bem como dinamizaremos palestras de sensibilização abertas à comunidade (com especial incidência na comunidade escolar), nomeadamente para crianças, jovens e pais.

Anualmente, organizamos o Congresso Internacional das experiências adversas na infância, no qual contaremos com a participação de oradores convidados especialistas em todos os eixos de atuação da associação.

 

Formação

No capítulo da formação distinguimos desde logo a formação aberta à comunidade e a formação especializada orientada a profissionais.

Na formação aberta à comunidade desenvolvemos (por meios próprios e/ou através de parceiros) cursos e workshops (online e/ou presenciais) de parentalidade positiva, mindfulness, educação financeira e outros temas de psicoeducação ou desenvolvimento pessoal.

Na formação especializada, recorreremos a empresas certificadas para desenvolver, em conjunto com o nosso grupo de trabalho para a investigação científica, cursos de especialização, desenvolvimento profissional ou pós-graduações em diferentes temáticas e destinadas a diferentes grupos profissionais, tais como médicos, psicólogos, educadores, professores, assistentes sociais, etc.

Intervenção e respostas sociais

Apostamos na celebração de protocolos de cooperação para os seguintes programas e respostas sociais:

Estes programas públicos garantem o financiamento de boa parte destas respostas sociais aos nossos públicos alvo preferenciais, além de fornecerem orientações e acompanhamento para a sua execução.

Para a elaboração de candidaturas a estes programas, à medida que forem estando disponíveis, necessitamos de garantir a aquisição dos requisitos e a criação de uma equipa técnica para a execução e acompanhamento das candidaturas. Essa equipa poderá ser própria ou esse serviço poderá ser garantido por consultores especializados.

Para a execução destes programas, além de garantir o rigoroso cumprimento de todos os pressupostos contratuais, contaremos com o acompanhamento do nosso grupo de investigação científica no sentido de monitorizar e optimizar o desempenho e a produção de resultados efetivos.

 

Outras respostas sociais

Além das respostas previstas nos programas constantes do ponto anterior, poderemos garantir serviços complementares, tais como:

Serviços clínicos

Que garantam respostas em diferentes áreas saúde, tais como medicina, pediatria, psiquiatria, psicologia, psicoterapia, neuropsicologia, terapia familiar, biofeedback, nutrição, grupos terapêuticos

Serviços jurídicos

Que prestem aconselhamento na resolução de conflitos, divórcios, regulação do poder parental, endividamento, acesso a apoios sociais, etc)

Serviços de coaching e mentoria

Acompanhamento e reforço positivo nos processos de mudança e de reestruturação de vida

Apoio na procura de emprego

Elaboração de CVs, formação para a procura ativa, orientação para as entrevistas etc)

Rede de Voluntariado “Adultos de Confiança”

Em numerosos estudos científicos é referido que, em muitas situações, bastaria que as crianças ou jovens vítimas de EAI (ou expostas aos fatores de risco) pudessem contar com a presença assídua de um adulto em quem pudessem confiar para que as consequências fossem significativamente reduzidas.

Face a isto, pretendemos criar uma rede de voluntários, pertencentes à família e/ou à comunidade , que possam intervir de forma precoce e continuada, exercendo um papel de mentoria, para que a criança ou jovem em risco possa aprender a criar vínculos seguros e confiáveis e que possa ter sempre com quem contar.

Naturalmente que isto implicará um processo de seleção e formação dos candidatos, além de um acompanhamento e suporte técnico profissional e especializado, que deverá ser garantido pela equipa técnica da associação.

Fundo Social Local

Criação de um fundo social local, para o qual poderão contribuir instituições, empresas e particulares, com o objetivo de criar disponibilidade financeira para intervenção imediata em situações de urgência ou quando o apoio necessário não puder ser garantido por fundos públicos.

 

Educação

Pretende-se estimular a cooperação próxima com com as direções, psicólogos escolares, professores, educadores, mediadores escolares auxiliares e alunos, no sentido de potenciar uma cultura de não-violência, bem como dotar todos os agentes de conhecimento especializado para reconhecer as EAI, diminuir os fatores de risco e aumentar os fatores de proteção além de assegurar os meios para intervenção imediata e encaminhamento das situações que despertam preocupação.

Poderemos promover formação especializada, de desenvolvimento profissional e/ou pós-graduações a professores, educadores e profissionais escolares no âmbito das EAI.

Também é fundamental garantir a interação profissional de professores, educadores, psicólogos, mediadores escolares e outros técnicos, através da nossa plataforma e através da organização de Jornadas e Colóquios orientados especificamente para estas categorias profissionais.

Deveremos desenvolver ações de sensibilização junto da comunidade escolar, especialmente orientadas aos pais e aos alunos. Também poderemos desenvolver um modelo de grupos de autoajuda para pais.

 

Serviços de Saúde

O grande objetivo deste eixo é sensibilizar os serviços de saúde para os riscos e consequências das EAI, dotando-os de ferramentas de diagnóstico precoce, oferecendo um questionário de triagem (acompanhado de um manual e protocolo para facilitar o diagnóstico), coordenação de cuidados e encaminhamento para tratamento multidisciplinar (Psicoterapia, Psiquiatria e Biofeedback, etc) à semelhança do que foi feito nos EUA pelo Center for Youth Wellness.

Também pretendemos contribuir para o desenvolvimento de uma rede nacional de médicos pediatras (para incluírem as EAIs nas suas práticas), que poderão tornar-se parceiros de excelência para intervir na agenda política a nível local e nacional (para promover a triagem precoce de adversidades e incorporar cuidados informados sobre o trauma infantil). Este movimento poderá fazer parte da nossa plataforma de colaboração e de reflexão interprofissional.

A aproximação e o envolvimento dos profissionais da área da saúde, também é fundamental para a investigação de novas abordagens e metodologias.

Em colaboração com o nosso grupo de investigação científica e com entidades formadoras certificadas, também podermos desenvolver eventos de sensibilização e formação especializada e/ou pós graduações para a intervenção nas EAI, na área do desenvolvimento neurológico ou outras condições associadas, destinadas a médicos de clínica geral e familiar, pediatras, pedopsiquiatras, psiquiatras e psicólogos.

 

Serviços Sociais

No eixo estratégico dedicado aos serviços sociais, o grande objetivo é estreitar laços com as equipas técnicas das diferentes respostas sociais, fundamentalmente as que mantém intervenção direta com a família e a infância, no sentido de sensibilizar para a importância de criar redes concertadas no sentido de mitigar os fatores de risco, estimular os fatores de proteção e intervir precocemente de forma musculada nas EAI quando são detectadas na infância e na juventude, sem esquecer a óbvia necessidade de requalificar os adultos que passaram por essas experiências.

Através do nosso programa de investigação, pretendemos desenvolver modelos integrados de gestão de diferentes respostas sociais que incluam, além do apoio à criança, jovem e à sua família, actividades concretas que se possam replicar no sentido de fomentar a integração social e a saudável interação intergeracional, referida como um dos principais fatores de proteção. Além disso, através da nossa plataforma de colaboração interinstitucional e interprofissional, pretende-se estimular a reflexão, a partilha de experiências e de boas práticas, multiplicar as possibilidades de parcerias, a melhoria da referenciação e do trabalho em rede.

Igualmente importante será a realização de Jornadas e de colóquios entre os profissionais que trabalham nesta área em diferentes instituições (IPSS’s, escolas, Câmaras Municipais, hospitais, etc) e formações de especialização e/ou pós graduações destinadas especificamente a estas categorias profissionais e a este setor de atividade.

 

Justiça

O objetivo é sensibilizar os legisladores, magistrados, ministério público, CPCJ´s e EMAT´s e outras entidades para a importância de mitigar os efeitos das EAI, envolvendo-os na criação de estratégias de ação em articulação com toda a comunidade.

Estamos especialmente empenhados em dialogar com estas instituições no sentido de desenvolver formas de humanizar o contacto das crianças, jovens e famílias com a justiça, garantindo-lhes um acompanhamento permanente.

O Plano Operacional da Missão Pertinente Consulte Mais informação "

A Estratégia da Missão Pertinente

A Missão Pertinente – Associação de Desenvolvimento Humano foi constituída no Porto em 9 de Setembro de 2022 com o propósito de prevenir, resgatar e requalificar as experiências adversas na infância (EAI).

A designação “MIssão Pertinente” constava da lista de nomes pré-aprovados do IRN e, francamente, não foi a nossa primeira escolha.

No entanto, sob o ponto de vista de semântica, o nome não poderia ser mais apropriado para o desafio a que nos propomos.

Segundo a infopédia, missão significa, entre outras coisas “incumbência, encargo”, “comissão diplomática” e no sentido figurado “função nobre a cumprir”. Pertinente pode significar “que vem a propósito, apropriado, adequado, relevante, importante”.

A Missão Pertinente incumbe-se portanto de uma função nobre a cumprir, que é relevante, importante e que vem cada vez mais a propósito.

Temos consciência de que para resolver as causas e as consequências das EAI não basta boa vontade. A solução depende em larga medida de alterações culturais profundas no seio que não são fáceis de alcançar e que constitui um desafio para várias gerações.

Além disso, implica um enorme envolvimento de toda a comunidade e cooperação ativa de diferentes sectores, desde logo a ação social, a educação, a saúde e a justiça. Nesses sectores coabitam milhões de pessoas e milhares de instituições.

 

Uma economia de Missão é Pertinente

Apostamos claramente na inovação e por isso definimos como estratégica a estreita colaboração com todas as áreas, mas o ponto de partida – ou pelo menos de ligação – terá que ser a ciência e a investigação que asseguram um suporte sólido, baseado na evidência, fornecendo conhecimento especializado, metodologia e mensurabilidade às ações que nos propomos a desenvolver.

Estamos fortemente inspirados pelo conceito de “economia de missão” proposto pela economista italiana Mariana Mazzucato, atualmente docente no University College London, onde também fundou e dirige o Institute for Innovation and Public Purpose. É consultora de governantes em todo o mundo, a quem ensina a promover a inovação de maneira a produzir um crescimento mais inclusivo e sustentável.

Tom Cobasi, comissário no Institute of Public Policy Research Commission on Health and Prosperity em Londres, escreve no jornal The Guardian, a propósito no trabalho da Mariana, que “as sociedades devem rejeitar as ideologias estafadas e adotar a abordagem política que levou astronautas à Lua. Quando estabelecem missões específicas e o poder do Estado é exercido de forma pragmática, as sociedades podem tornar-se mais prósperas e equitativas.”

Este princípio de “economia de missão” anima o nosso espírito que se suporta fortemente pela busca da inovação, que se reconhece pela ambição e a imaginação, fazendo uso de um pensamento colaborativo para redefinir os parâmetros da sociedade.

A associação iniciará a sua atividade social na comunidade local onde está inserida, mas tem os olhos postos no país e no mundo. O princípio é “ação local, estratégia nacional, ambição global”.

 

Visão

Criar uma rede ativa de cooperação científica, interpessoal, interprofissional e interinstitucional para envolver toda a comunidade na prevenção das experiências adversas na infância, bem como mitigar os seus efeitos ao longo da vida nos domínios da saúde física, mental e emocional, educação e integração social.

 

Valores

Justiça Social – Cooperação – Tolerância – Empatia – Responsabilidade Social – Autenticidade – Bem estar – Bondade – Conhecimento – Solidariedade – Inovação

 

Missão

Estimular a responsabilidade e inovação social para a cooperação na produção e difusão de conhecimento e dinamização de atividades que promovam a empatia, a tolerância, a bondade e a solidariedade que resultará na autenticidade individual, na justiça social e no bem estar coletivo, sobretudo para a prevenção e mitigação de efeitos das experiências adversas na infância ao longo da vida.

 

Mensagem

“Presta bem atenção a este texto. Ele vai transmitir-te informações que talvez ainda não saibas. Ou que talvez até já saibas,  mas que ainda não percebeste que te afetam a ti, diretamente. Afeta-te a ti, aos teus e às pessoas de quem mais gostas.

O tema é grave, mas ainda assim há boas notícias.

Vincent Felitti, médico norte americano, descobriu por acaso, uma relação direta entre as experiências adversas na infância e muitos problemas da vida dos adultos. O tema rapidamente apaixonou toda a comunidade científica.

O que eles perceberam muito claramente foi que o estresse tóxico durante a infância é a causa da maioria dos problemas da sociedade. Doenças físicas e mentais, depressão, ansiedade, relacionamentos abusivos, hábitos pouco saudáveis, insucesso escolar e profissional, vícios, dependências de substâncias, violência e criminalidade têm uma causa comum e está identificada. As estatísticas dizem que mais de 60% das pessoas foram vítimas; mais de 16% são casos graves.

Crianças que foram ignoradas, abandonadas, abusadas, negligenciadas física ou emocionalmente, que convivem com a pobreza, com a doença mental ou com a violência estão praticamente condenadas a uma vida de sofrimento. 

E, em média, morrerão 20 anos mais cedo. 

Serão provavelmente adultos inseguros, doentes, sem estrutura, sem referências. Terão um comportamento errante. Serão julgados, abandonados, humilhados durante todas as suas vidas. Causarão as mesmas experiências aos seus filhos e o ciclo continuará perpetuamente. 

O problema é grave e afeta pessoas de todas as classes sociais e praticamente todas as famílias. Vivemos numa sociedade acelerada que facilmente passa o seu stress às crianças. As consequências são para toda a vida. 

Precisamos ficar atentos. Precisamos parar este ciclo. Precisamos resgatar as crianças e jovens que neste momento estão a sofrer este problema. Temos obrigação moral de requalificar os adultos que passaram por estas experiências adversas na infância. 

A Missão Pertinente é uma associação sem fins lucrativos que se propõe a criar um movimento social para travar este problema. Estamos a juntar cientistas, técnicos, pais e toda a comunidade para criar e implementar estratégias sólidas para travar as experiências adversas na infância e as suas consequências. O tema envolve as áreas social, da saúde, da educação e da vida comunitária. Há muito para fazer. 

É uma longa missão, mas é pertinente. Podemos fazer este caminho: da adversidade à resiliência.

Tu podes ajudar-nos a fazer a diferença. Podes tornar-te sócio. Podes tornar-te voluntário. Podes fazer-nos chegar o teu donativo. Podes passar a palavra aos teus amigos. 

Precisamos de ti. Junta-te a nós. Vamos fazer a diferença. Vamos construir um mundo mais acolhedor e mais justo.

Por ti, pelos teus, por nós, por todos.”

 

* adaptado do texto do vídeo de apresentação da Missão Pertinente “Da adversidade à resiliência” publicado em Setembro de 2022 (disponível neste link)

Objetivos

A associação tem como fim a prevenção, resgate e requalificação das experiências adversas na infância. Para isso, estabelecemos os seguintes

Objetivos principais:

  1. Proporcionar acompanhamento individual de crianças e jovens em risco, garantindo criação de vínculos seguros, que potenciem o crescimento e desenvolvimento saudável, ao nível físico, mental, emocional e social, bem como garantam a aquisição de competências sociais;
  2. Apoiar as famílias mais vulneráveis proporcionando aconselhamento, orientação, gestão de conflitos, psicoeducação, formação profissional e/ou de gestão financeira familiar, apoio na procura e manutenção de emprego, suporte para o tratamento de problemas mentais e dependências, apoio jurídico e promoção da integração social e comunitária;
  3. Dinamizar atividades comunitárias que potenciem o contacto intergeracional num contexto de confiança e de cooperação;
  4. Acompanhar e intervir para promover a saúde e o bem-estar sócio-emocional de crianças, jovens e adultos expostos a experiências adversas na infância, nomeadamente através da orientação e da disponibilização de serviços especializados (ao nível da saúde e da formação/desenvolvimento pessoal) e da promoção de grupos de entreajuda e de suporte social;
  5. Sensibilizar a comunidade para as experiências adversas na infância – causas e consequências, fatores de risco e de proteção e estratégias de mitigação;
  6. Criar e promover mecanismos de identificação precoce junto da comunidade, serviços de saúde, serviços sociais e comunidade educativa, bem como o respectivo encaminhamento;
  7. Criar e manter plataformas de cooperação interpessoal, interprofissional e interinstitucional para partilha de conhecimento, experiências e para proporcionar a reflexão, potenciando a identificação e divulgação das melhores práticas relacionadas com as experiências adversas na infância;
  8. Estimular a criação de uma rede de voluntariado “adultos de confiança”, que possa assegurar a presença, acompanhamento e mentoria das crianças e jovens em risco bem como garantir a sua formação adequada e suporte técnico especializado;
  9. Formar pais para o exercício da parentalidade positiva

 

Objetivos secundários

  1. Estreitar relações de parceria com o setor público (decisores políticos, serviços de saúde, serviços sociais e comunidade educativa), privado e cooperativo para a criação de respostas no âmbito da responsabilidade e sustentabilidade social que garantam a diminuição progressiva dos impactos das experiências adversas na infância;
  2. Estreitar relações com as universidades e sociedades científicas no sentido de estimular a investigação, a inovação e a produção de conhecimento, bem como a sua tradução em linguagem corrente para se tornar acessível a toda a comunidade;
  3. Observação, investigação e monitorização da realidade portuguesa, ao nível das experiências adversas na infância, identificando e promovendo as melhores práticas para mitigação das causas e das consequências;
  4. Desenvolver e aplicar modelos de intervenção comunitária e individual, que envolva ativamente as famílias, potenciando a articulação e colaboração entre diferentes entidades com o objetivo de promover a integração e maximização dos resultados das respostas sociais;
  5. Educação e formação especializada de profissionais em diferentes sectores;
  6. Estimular a psicoeducação do público em geral;
  7. Capacitar e formar profissionais e a comunidade na área da infância através de ações de formação e supervisão com base em evidência científica;
  8. Dinamizar ou apoiar quaisquer outras iniciativas julgadas necessárias ou convenientes para prevenir, resgatar e requalificar as experiências adversas na infância.

 

Atividades sociais

Para realização dos seus objetivos, a associação propõe-se criar e manter as seguintes respostas sociais, em protocolo com o ISS, com as entidades competentes ou em parceria com outras instituições:

  1. Serviços de Atendimento e Acompanhamento Social;
  2. Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental;
  3. Intervenção Precoce na Infância;
  4. Equipa de Rua de Apoio a Crianças e Jovens;
  5. Serviço de atendimento e acompanhamento social;
  6. Grupos de autoajuda;
  7. Centro Comunitário;
  8. Centro de férias e lazer;
  9. Centro de apoio à vida;
  10. Comunidade de Inserção;
  11. Ajuda alimentar;
  12. Equipa de intervenção direta (toxicodependência);
  13. Centro de atendimento a vítimas de violência doméstica.

 

Atividades associativas

A associação propõe-se ainda dinamizar as seguintes atividades associativas:

  1. Criar um gabinete de intervenção pluridisciplinar que garanta apoio e acompanhamento individualizado a crianças, jovens, adultos e famílias perante as experiências adversas na infância e as suas consequências, com particular ênfase nas situações de risco mais elevado.
  2. Criar rede de voluntários “adultos de confiança”, bem como garantir a sua formação, integração e suporte técnico;
  3. Criar grupos de investigação, inovação e desenvolvimento envolvendo investigadores de diversas instituições de ensino superior, laboratórios científicos nacionais e internacionais, sociedades científicas, ordens e associações profissionais;
  4. Dinamizar grupos e espaços de partilha e reflexão para particulares e profissionais;
  5. Constituir conselhos consultivos para as áreas da ciência, educação, saúde, intervenção social e justiça;
  6. Dinamizar formação especializada orientada a particulares (crianças, jovens e adultos) e a profissionais;
  7. Organização de campanhas de sensibilização orientadas ao grande público e/ou a públicos específicos;
  8. Disponibilização de informação específica sobre a temática das EAI no site e em guias práticos orientados a diferentes públicos;
  9. Dinamizar eventos, presenciais e/ou online, para sensibilizar para a temática das EAI, possibilitando o contacto do público com profissionais de diferentes áreas;
  10. Dinamizar eventos, presenciais e online, que promovam o contacto intergeracional e a integração comunitária, considerados fatores de proteção nas EAI.

 

Atividades instrumentais

A associação poderá ainda desenvolver diversas atividades instrumentais para suportar a sua sustentabilidade e para potenciar o seu desenvolvimento e especialização

  1. Organização de feiras, congressos, colóquios, jornadas e outras iniciativas de caráter social ou científico, com vista à divulgação do conhecimento e criação de redes de contacto e de suporte à prevenção e intervenção nas EAI
  2. Edição de publicações, em diferentes suportes, que de alguma forma possam contribuir para a consciencialização, prevenção, intervenção ou simples transmissão de conhecimento no que concerne às EAI e a outras temáticas relacionadas
  3. Criação, disponibilização ou recomendação a toda a comunidade de serviços clínicos especializados na mitigação dos efeitos das EAI, tais como medicina geral, nutrição, psiquiatria, pedopsiquiatria, pediatria (nomeadamente pediatria do desenvolvimento), psicologia, psicoterapia, neurologia, biofeedback, terapia familiar, entre outros que se venham a revelar-se necessários ou terapeuticamente convenientes.
  4. Disponibilização ou recomendação de serviços de aconselhamento e orientação pessoal, nomeadamente de coaching, apoio jurídico, mentoria, etc.
  5. Disponibilização ou recomendação de formações na área do desenvolvimento pessoal, inteligência emocional, coaching, parentalidade, meditação ou qualquer outra técnica, com especial incidência em promover a geração ou fortalecimento de resiliência;
  6. disponibilização ou recomendação de formações avançadas, nomeadamente especializações, pós-graduações, etc.

 

 

Posicionamento

As experiências adversas na infância existem e afetam 60% da sociedade ( +/- 16% são casos graves), distribuídas por todas as classes.

As consequências são inúmeras, imprevisíveis e distribuídas por todas as áreas da vida do indivíduo e da comunidade, nomeadamente:

  • Problemas de saúde física e mental;
  • Diminuição das hipóteses de evolução a nível pessoal e profissional (falta de rendimento, produtividade)
  • Comportamentos desviantes (droga, álcool, jogo, instabilidade relacional, violência e criminalidade)
  • Morte prematura
  • Risco agravado de Suicídio

O prejuízo para o indivíduo é gigantesco e incalculável, mas pode ser prevenido com estratégias de sensibilização e acompanhamento precoce.

Os benefícios de uma intervenção preventiva  são inúmeros, quer ao nível económico, da saúde, do bem estar individual e social.

Acreditamos que ao invés de remediar as consequências a intervenção sobre as causas será um investimento com enorme retorno a muito curto prazo.

Queremos posicionar-nos como especialistas na temática das experiências adversas na infância, percutores de novas estratégias de prevenção e de intervenção, promotores da investigação e divulgação do tema e um elo de ligação entre os diferentes atores sociais que possam ter um papel de alguma forma determinante nesta área.

 

Eixos de ação

O problema das experiências adversas na infância é transversal a toda a sociedade. Para poder criar uma estratégia concertada, precisaremos de mobilizar esforços em diferentes eixos.

 

Investigação, inovação e desenvolvimento

Promovendo a criação e divulgação de conhecimento, uma observação e monitorização cuidada e continuada da realidade portuguesa, a inovação ao nível de estratégias de prevenção e de intervenção além do desenvolvimento de modelos de gestão articulada entre diferentes instituições e respostas sociais que possam multiplicar os resultados

 

Comunidade

Estimulando o envolvimento de diferentes atores sociais, desde entidades públicas, as Redes Sociais, os centros comunitários, as dioceses, as IPSS, as associações da sociedade civil, as famílias e outros grupos, formais ou informais, promovendo uma cultura positiva de afeto, entreajuda e de antiviolência percutora de uma sociedade livre de EAI. Um segundo objetivo, não menos importante, é a criação de respostas sociais comunitárias que possam responder com celeridade e eficácia às necessidades das crianças jovens e família em situação de risco, bem como garantir o acompanhamento e requalificação de adultos que foram vítimas das EAI e que agora lutam com as suas consequências ao nível da saúde física, emocional e ao nível do comportamento.

 

Educação

Cooperando com as direções, psicólogos escolares, professores, auxiliares e alunos, no sentido de potenciar uma cultura de não-violência, bem como dotar todos os agentes de conhecimento especializado para reconhecer as EAI, diminuir os fatores de risco e aumentar os fatores de proteção além de assegurar os meios para intervenção imediata e encaminhamento das situações que despertam preocupação

 

Serviços de Saúde

Sensibilizando os serviços de saúde para os riscos e consequências das EAI e dotando-os de ferramentas de diagnóstico precoce, oferecendo um questionário de triagem (acompanhado de um manual e protocolo para facilitar o diagnóstico), coordenação de cuidados e encaminhamento para tratamento multidisciplinar (Psicoterapia, Psiquiatria e Biofeedback, etc)

 

Serviços Sociais

Estreitando laços com as equipas técnicas das diferentes respostas sociais, fundamentalmente as que mantém intervenção direta com a família e a infância, no sentido de sensibilizar para a importância de criar redes concertadas no sentido de mitigar os fatores de risco, estimular os fatores de proteção e intervir precocemente de forma musculada nas EAI quando são detectadas na infância e na juventude , sem esquecer a óbvia necessidade de requalificar os adultos que passaram por essas experiências.

 

Justiça

Sensibilizando os legisladores, magistrados, ministério público, CPCJ´s e EMAT´s e outras entidades para a importância de mitigar os efeitos das EAI, envolvendo-os na criação de estratégias de ação em articulação com toda a comunidade

 

Âmbito geográfico de ação

Ação local, estratégia nacional, ambição global

A Missão Pertinente pretende oferecer os seus serviços à comunidade onde está inserida e esse é o seu foco principal, até porque essa proximidade com os destinatários finais é essencial para o desenvolvimento de todo o projeto. Mas a associação assume a sua determinação em liderar uma nova estratégia nacional de prevenção e de intervenção nas experiências adversas na infância envolvendo de forma pró-ativa toda a sociedade. A ambição é global, no sentido de que se torna evidente a criação de parcerias com instituições de países mais desenvolvidos, onde existe maior maturidade sobre o tema das EAI, além de que pretendemos estimular a intervenção em países em vias de desenvolvimento, com especial atenção nos PALOP.

 

Destinatários

  • Crianças e jovens referenciados pelas diferentes entidades como possíveis vítimas de EAI
  • Famílias das crianças e dos jovens referenciados
  • Crianças e jovens em situação de risco familiar ou comunitário, nomeadamente em situação de pobreza, violência, exclusão ou qualquer outra situação prevista no ponto \”Fatores de risco individuais e familiares\” e/ou no ponto \”Fatores de risco da comunidade\”
  • Comunidades de risco elevado, em parceria/cooperação com diferentes instituições com operações no terreno
  • Adultos que foram vítimas de EAI
  • Dependentes de substâncias, sobretudo jovens e adolescentes.
  • Reclusos e ex-reclusos, bem como as suas famílias

 

Propostas de Valor

  • Sensibilização de toda a sociedade nacional para as EAI
  • Criação de estratégias e modelos de prevenção e de intervenção
  • Criação de plataformas de colaboração e cooperação interpessoal, interprofissional e interinstitucional
  • Mitigação dos fatores de risco
  • Estimulação dos fatores de proteção
  • Apoio multidisciplinar a vítimas de EAI e de violência (crianças, jovens e adultos)
  • Apoio e acompanhamento das famílias, sobretudo as que se encontram em situação de risco
  • Formação de profissionais (saúde, educação, social, justiça e intervenção comunitária)
  • Formação de pais para a parentalidade positiva
  • Promoção do desenvolvimento, inovação e investigação (epidemiologia, diagnóstico, modelos de prevenção e de intervenção, abordagens sociais e/ou terapêuticas etc )

Canais de comunicação

  • Comunicação institucional para apresentação do projeto e estabelecimento de parcerias
  • Comunicação social, através de notas à imprensa, divulgação de conteúdos especializados, participação em diferentes programas, estimulação de reportagens etc
  • Redes sociais
  • Site (para informação social e científica além da criação de ferramentas de colaboração e cooperação interpessoal, interprofissional e interinstitucional)
  • Tertúlias, palestras (online e offline) podcasts, webinários
  • Dinamização de diferentes atividades de sensibilização e ou de formação
  • Participação em congressos e outros eventos;

 

Atividades Chave

  • Apoio multidimensional e pluridisciplinar a crianças, jovens, famílias e comunidades em risco, nomeadamente criando as respostas sociais previstas no ponto “Programas e respostas sociais” nos termos do Plano Estratégico
  • Dinamização de campanhas de sensibilização para EAI, bem como para os riscos e consequências associadas
  • Promoção de investigação científica nomeadamente no estudo e acompanhamento da realidade portuguesa e promoção da inovação no desenvolvimento de novas formas de prevenção e de mitigação das consequências das EAI além de novas abordagens na gestão das respostas sociais
  • Criação de redes de parcerias interpessoais, interprofissionais e interinstitucionais no sentido de aumentar a sensibilização, difundir conhecimento especializado e criar espaços de reflexão que possam inspirar mudanças na abordagem das EAI

 

Recursos Chave

  • Meios financeiros para os investimentos iniciais (espaço, equipamentos etc)
  • Espaço para alojar as equipas técnicas e de investigação
  • Espaços de atendimento e para dinamização de atividades
  • Plataformas de cooperação (fóruns online) interpessoais, interprofissionais e interinstitucionais
  • Rede de parcerias
  • Técnicos especializados

 

Equipa e estrutura orgânica

Estamos numa fase inicial, ainda sem recursos e sem fontes de recursos significativas, pelo que a equipa inicial será baseada sobretudo nos membros da direção e de outros órgãos da associação e no recurso ao voluntariado.

Alguns fornecedores de serviços especializados foram ou  serão contratados no sentido de suprir necessidades específicas e imediatas.

A contratação de colaboradores representará e acompanhará o crescimento da associação e  será possível à medida que formos mobilizando os recursos necessários (financeiros, instalações, equipamentos, etc).

Nesta fase inicial, estabelecemos o seguinte organigrama funcional, que tem em consideração as prioridades estratégicas de curto prazo.

 

Organigrama funcional

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Os pilares iniciais da nossa equipa

 

O presidente da Direção, Emanuel Almeida, é mentor, consultor e empreendedor digital e assegurará a coordenação estratégica entre os diferentes setores da Associação, bem como a sua representação.

Manuela Cardoso, Vice-Presidente da Direção é jurista, com ampla experiência na coordenação de projetos e de equipas, assegurará a Organização Interna, nomeadamente coordenando e supervisionando as diferentes comissões e grupos de trabalho em regime de voluntariado.

Celeste Roseiro é socióloga e Vice-Presidente da Direção, atualmente diretora técnica de uma IPSS assegurará a coordenação técnica na criação de respostas sociais e as relações externas, nomeadamente com o estabelecimento de parcerias institucionais com vista ao estabelecimento de protocolos de cooperação.

Jorge Barbosa, Secretário da Direção, é engenheiro informático e trabalha com desenvolvimento de software. Na nossa equipa assegura a coordenação da área de tecnologias de informação e da comunicação, assegurando a coordenação de esforços entre profissionais especializados contratados em regime de freelancing e voluntários em diferentes áreas.

Fátima Ferreira, Tesoureira da Direção é contabilista e possui vasta experiência na coordenação de voluntariado social em outras instituições. Assume na nossa equipa a responsabilidade pela direção administrativa e financeira, com o suporte do gabinete de contabilidade. Nesta pasta inclui-se ainda a coordenação das estratégias de financiamento, nomeadamente recorrendo ao crowdfunding, foundraising e mecenato.

Susana Marinho, Presidente da Assembleia Geral, é Psicóloga doutorada em Psicologia da Educação, membro efetivo da OPP, com especialidade em Psicologia da Educação, com intervenção e investigação na área da infância e da parentalidade, além de ser professora universitária. Assume na nossa equipa a coordenação de toda a área científica e de investigação, nomeadamente através da liderança do eixo de investigação, inovação e desenvolvimento, tendo já iniciado o “recrutamento” de voluntários para a sua equipa.

Vários outros membros dos órgãos sociais e sócios da associação estão já envolvidos e empenhados em diferentes projetos, seja a organização do Congresso, a criação de bases de dados de contactos, a revisão de artigos científicos, o levantamento de boas práticas, a produção de conteúdos, a divulgação, etc.

Estamos orgulhosos da equipa que já constituímos, das pessoas que já mobilizamos e gratos por todas as reflexões, projetos e ações já produzidas, apesar de ter passado muito pouco tempo desde a fundação da associação.

Estamos porém conscientes da necessidade de crescer em termos de recursos humanos, seja pela contratação de pessoal especializado, seja pelo envolvimento de um número cada vez maior de voluntários, seja pelo estabelecimento de parcerias, nomeadamente para prestação de serviços.

 

Capacitação de dirigentes

Os desafios do empreendedorismo social exigem cada vez mais competências aos seus promotores. Por isso, consideramos fundamental lançar um plano interno de capacitação de dirigentes, destinado não apenas aos corpos sociais em exercício, mas também aos colaboradores, aos líderes dos grupos de trabalho que viermos a mobilizar, aos sócios e voluntários que se demonstrem mais interessados em prosseguir a participação na vida associativa.

Isto é sobretudo importante porque é consciência plena dos elementos da Direção que uma das suas primeiras obrigações morais é garantir a sua própria sucessão.

Procuramos sobretudo formação ao nível do empreendedorismo social, digital e tecnológico, inovação, gestão de candidaturas, gestão de projetos, liderança,  comunicação e outros temas tipicamente frequentados pelos gestores.

Para implementar este plano, estaremos atentos a oportunidades de formação promovidas pelos nossos parceiros e por diferentes entidades como o CIS Porto, a Geofundos, a CNIS, o IES – Social Business School e outras entidades com oferta relevante.

 

Recrutamento

Contamos que seja possível, no último semestre do ano 2023, iniciar o recrutamento da equipa técnica, iniciando pela contratação de uma pessoa capaz de assumir a direção técnica da associação.

O perfil do pessoal a recrutar será fruto da cuidadosa análise de funções e de responsabilidades.  O processo de recrutamento poderá ser conduzido por uma entidade externa, embora a decisão de contratação seja uma responsabilidade exclusiva da Direção.

 

Integração de estagiários

Pretendemos abrir a nossa equipa à participação de estagiários e por isso, mal tenhamos estrutura para tal, disponibilizamos vagas para realização de estágios curriculares e profissionais.

Contamos que no último trimestre do ano 2023 estejamos em condições para admitir 2 estagiários profissionais, sendo que um deles deve destinar-se à área social e um outro à área da investigação, inovação e desenvolvimento.

Procuramos preferencialmente acolher estagiários altamente qualificados, nomeadamente que tenham finalizado mestrado ou doutoramento.

 

Voluntariado

Faz parte da nossa estratégia envolver, sempre que possível, o máximo de pessoas possível nas tarefas e na vida quotidiana da associação, isto porque entendemos que uma associação não pode ser um mero papel institucional, mas deve ser um órgão mobilizador de pessoas.

Por isso, já procedemos ao recrutamento de vários voluntários para diferentes áreas e pretendemos continuar a seguir esta estratégia continuamente.

Comprometemo-nos a criar, também aos nossos voluntários, um conjunto de experiências positivas.

 

 

Balanced Scorecard

O quadro Balanced Scorecard indica o balanceamento estratégico entre diferentes áreas da organização fundamentais, sobretudo na fase da implantação da Associação.

 

Financeira

Relações externas

criação ativa de valor acrescentado

 

  1. Inscrição e quotizações de sócios
  2. Donativos de particulares
  3. Crowdfunding
  4. Fundraising
  5. Receitas de atividades
  6. Patrocínios e apoios de entidades privadas
  7. Investidores sociais e mecenas
  8. Apoios de fundações
  9. Subsídios e apoios de entidades públicas
  10. Apoios à investigação
  11. Prémios de investigação e/ou inovação

 

 

 

criar um movimento social em todas as áreas

 

  1. Destinatários das respostas sociais
  2. Instituições públicas (ministérios, secretarias de estado e outras entidades públicas e/ou governamentais)
  3. Órgãos municipais (câmaras, juntas de freguesia, Rede Social)
  4. Rede Social, IPSS´s, Fundações e Associações da sociedade civil
  5. Sindicatos (áreas da saúde, educação e ciências sociais)
  6. Ordens profissionais (Médicos, Psicólogos, etc)
  7. Escolas públicas e privadas, de todos os graus de ensino
  8. Associações Juvenis
  9. Catequistas
  10. Instituições de ensino superior, sociedades científicas, investigadores nas áreas da saúde, educação e ciências sociais
  11. Estudantes do ensino superior
  12. Pais e associações de pais
  13. Centros de saúde, Hospitais com serviço de pedo-psiquiatria, clínicas privadas)
  14. Órgãos de comunicação social
  15. Figuras públicas (embaixadores)

Processos Internos

Conhecimento e aprendizagem

Mínimo esforço, máximo impacto

 

  1. Utilização de ferramentas e processos avançados de gestão (Agile, OKR, automação, CRM)
  2. simplificação de processos
  3. criação de grupos de trabalho
  4. monitorização de indicadores de gestão (kpi’s)
  5. promover a iniciativa e a autonomia
  6. orientação ao projeto e aos objetivos
  7. utilização do site ferramenta base
  8. comunicação com proximidade e envolvência
  9. recurso a voluntariado
  10. avaliação regular e melhoria contínua
Notoriedade pela inovação e pela tradução do conhecimento

 

  1. abordagem positivista ( com base em evidências)
  2. cooperação com comunidade científica
  3. cooperação com técnicos
  4. identificação de boas práticas
  5. desenvolvimento de programas de investigação orientado a soluções práticas
  6. promover espaços de partilha e reflexão
  7. compilação de informação e manuais para grupos de profissionais
  8. desenvolvimento de modelos de intervenção: atividades, palestras, tertúlias, etc
  9. promoção de formação especializada por meios próprios ou por cooperação com entidades formadoras
  10. colaboração com instituições de ensino superior para estimular investigação autónoma (teses de mestrado, doutoramento etc) e para compilar informação

 

 

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